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domingo, 2 de janeiro de 2011

How to be alone




If you are at first lonely, be patient. If you've not been alone much, or if when you were, you weren't okay with it, then just wait. You'll find it's fine to be alone once you're embracing it.

We could start with the acceptable places, the bathroom, the coffee shop, the library. Where you can stall and read the paper, where you can get your caffeine fix and sit and stay there. Where you can browse the stacks and smell the books. You're not supposed to talk much anyway so it's safe there.

There's also the gym. If you're shy you could hang out with yourself in mirrors, you could put headphones in (guitar stroke).

And there's public transportation, because we all gotta go places.

And there's prayer and meditation. No one will think less if you're hanging with your breath seeking peace and salvation.

Start simple. Things you may have previously (electric guitar plucking) based on your avoid being alone principals.

The lunch counter. Where you will be surrounded by chow-downers. Employees who only have an hour and their spouses work across town and so they -- like you -- will be alone.

Resist the urge to hang out with your cell phone.

When you are comfortable with eat lunch and run, take yourself out for dinner. A restaurant with linen and silverware. You're no less intriguing a person when you're eating solo dessert to cleaning the whipped cream from the dish with your finger. In fact some people at full tables will wish they were where you were.

Go to the movies. Where it is dark and soothing. Alone in your seat amidst a fleeting community.

And then, take yourself out dancing to a club where no one knows you. Stand on the outside of the floor till the lights convince you more and more and the music shows you. Dance like no one's watching...because, they're probably not. And, if they are, assume it is with best of human intentions. The way bodies move genuinely to beats is, after all, gorgeous and affecting. Dance until you're sweating, and beads of perspiration remind you of life's best things, down your back like a brook of blessings.

Go to the woods alone, and the trees and squirrels will watch for you.

Go to an unfamiliar city, roam the streets, there're always statues to talk to and benches made for sitting give strangers a shared existence if only for a minute and these moments can be so uplifting and the conversations you get in by sitting alone on benches might've never happened had you not been there by yourself.

Society is afraid of alonedom, like lonely hearts are wasting away in basements, like people must have problems if, after a while, nobody is dating them. But lonely is a freedom that breaths easy and weightless and lonely is healing if you make it.

You could stand, swathed by groups and mobs or hold hands with your partner, look both further and farther for the endless quest for company. But no one's in your head and by the time you translate your thoughts, some essence of them may be lost or perhaps it is just kept.

Perhaps in the interest of loving oneself, perhaps all those sappy slogans from preschool over to high school's groaning were tokens for holding the lonely at bay. Cuz if you're happy in your head than solitude is blessed and alone is okay.

It's okay if no one believes like you. All experience is unique, no one has the same synapses, can't think like you, for this be releived, keeps things interesting lifes magic things in reach.

And it doesn't mean you're not connected, that communitie's not present, just take the perspective you get from being one person in one head and feel the effects of it. Take silence and respect it. If you have an art that needs a practice, stop neglecting it. If your family doesn't get you, or religious sect is not meant for you, don't obsess about it.

You could be in an instant surrounded if you needed it
If your heart is bleeding make the best of it
There is heat in freezing, be a testament.

Tanya Davis


terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Clichés e frases feitas

Encontrei a recolha das frases feita, por Francisco Salgueiro, numa Notícias Magazine antiga (não sei de quando), achei-lhe graça e resolvi partilhar.

É uma série de frases feitas, daquelas que, se pensarmos um pouco, fazem pouco ou nenhum sentido.
Ora vejam/pensem lá.

Clichés contraditórios

"O melhor amigo é aquele com quem nos sentamos, por longas horas, sem dizer uma palavra e, ao deixá-lo, temos a impressão que foi a melhor conversa que tivemos."

"Não passes o tempo com alguém que não está disposto a passá-lo contigo."


Clichés confusos

"Quando a porta da felicidade se fecha, outra porta se abre. Porém, estamos tão presos àquela porta fechada que não somos capazes de ver o novo caminho que se abriu."

"Não chores porque acabou, sorri porque aconteceu."


Clichés errados

"Em questão de segundos podemos apaixonar-nos por alguém, mas levamos uma vida inteira para esquecer alguém especial."

"Só precisamos de um sorriso para transformar um mau dia."

"Sonhe com aquilo que lhe apetecer, vá para onde quiser, seja o que quer ser, porque você apenas possui uma vida e nela só temos uma chance de fazer aquilo que queremos."

"O futuro mais brilhante estará sempre baseado num passado esquecido; você só terá sucesso na vida quando esquecer os erros e decepções do passado."

"Nenhuma pessoa merece as tuas lágrimas e quem as merece não te faz chorar."


Clichés rascas

"Muitas pessoas andam pela nossa vida. Só os verdadeiros amigos deixam pegadas no nosso coração."

"As pessoas mais felizes não têm as melhores coisas, aepnas sabem tirar o melhor das oportunidades que aparecem nos seus caminhos."

"Nunca deixes de sorrir, nem mesmo quando estiveres triste, porque nunca sabes quem se pode apaixonar pelo teu sorriso."


Clichés paranormais

"Encontre aquela pessoa que faz o seu coração sorrir."

"Há momentos na vida em que sentimos tanto a falta de alguém que o que mais queremos é tirar essa pessoa dos nossos sonhos e abraçá-la."


Clichés Saramago

"Tenha felicidade bastante para fazer a vida doce, dificuldades para fazê-la forte, tristeza para fazê-la humana e esperança suficiente para fazê-la feliz."

"A felicidade aparece para aqueles que choram, para aqueles que se magoam, para aqueles que procuram e tentam sempre e para aqueles que reconhecem a importância das pessoas que passam pela sua vida."


Clichés... dou o braço a torcer... raios!

Não julgues pelas boas aparências, porque elas podem mudar."

"Aquele que perde dinheiro, perde muito. Aquele que perde um amigo, perde muito mais."


Clichés Cristina Caras Lindas

"O amor começa com um sorriso, cresce com um beijo e termina com uma lágrima."

"Quando nasceu, estava a chorar e todas as pessoas em seu redor estavam a sorrir. Viva de um modo que, ao morrer, você seja aquele que está sorrindo, enquanto todos à sua volta estejam chorando."

"Um verdadeiro amigo é aquele que te dá a mão e te toca no coração."

"Não te esforces tanto. As melhores coisas acontecem quando menos esperas."


Clichés telenovela mexicana

"Só porque alguém não te ama como queres, não signifique que não ame com o máximo que pode."

"Não te quero por quem és, mas por quem sou quando estou contigo."

sábado, 26 de setembro de 2009

Pingu rumo à Antárctica


Vamos ajudar este Português a ganhar uma viagem à Antárctica.

Visitem o site dele para saberem um pouco mais e, depois, votem no Pingu.

Divulguem pelos vossos amigos... estes são os últimos dias de votação e são cruciais para que ele ganhe!

Visitem e divulguem: Rumo à Antárctica


quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Bacalhau com Todos ao Poder!

Está uma pessoa a ver televisão, mais propriamente, o "5 para a Meia-noite", na RTP2, quando lhe é apresentada uma série de cartazes políticos, todos com a sua graça. Mas, houve um que me tocou mais pela aproximação geográfica com a terra natal.

sábado, 29 de agosto de 2009

Aquilo que se diz... aquilo que se ouve...

"Até agora, as minhas ideias têm resultado. Mas, se quiseres apresentar as tuas, estás à vontade!"

A isto de chama um voto de confiança ou será que não?

terça-feira, 30 de junho de 2009

Farta de esperar...

Ted: Okay, I'm going to say something out loud that I've been doing a pretty good job of not saying out loud lately. What you and Tony have, what I thought for a second you and I had, what I know that Marshall and Lily have, I want that. I do. I keep waiting for it to happen. I'm waiting for it to happen. I guess I'm just tired of waiting. And that is all I'm going to say on that subject.

Stella: I know that you're tired of waiting. And you might have to wait a little while more but, she's on her way, Ted. And she's getting here as fast as she can.

Do programa de televisão: "How I Met Your Mother"


terça-feira, 16 de junho de 2009

Floreados...

"Sempre disponível para qualquer assunto em que vos possamos ser úteis e na expectativa das vossas breves e prezadas notícias, subscrevemo-nos com elevada estima."

Foi assim que terminaram o email. Juro que fiquei enjoada com tanto floreado e tanta papagaiada e com medo de lhes telefonar: será que, oralmente, também, vomitam palavras desta forma?

domingo, 31 de maio de 2009

Meus senhores...

Ouvi, há pouco, na RFM, Jesualdo Ferreira dizer: "No dia em que jogámos com o Manchester United, o Sr. Presidente acordou comigo (...)".

Menos... menos... não queremos saber dos pormenores sórdidos da relação entre o Sr. Jesualdo e o Sr. Presidente... por favor!


quinta-feira, 28 de maio de 2009

Real...

Jack: I meant everything I said in the message.

Maryn: Meant? It's not real until you say it in person.

Eu: E mesmo assim, o mais provável, é não ser real...

Nota: diálogo entre Jack e Maryn retitrado da série televisiva Men in Trees (em Português, Amor no Alasca). O resto, é meu.


quinta-feira, 30 de abril de 2009

Sedução...

"Fernando Alvim - Gostas mais de seduzir ou ser seduzido?

Diogo Morgado - É mais agradável para o ego ser seduzido. Mas, tanto faz, o que importa é que aconteçam coisas...

Fernando Alvim - Não interessa quem seduz, desde que alguém o faça."


Toca a seduzir, minha gente: é bom para o ego ser seduzido, é bom para a alma seduzir. Não interessa mais nada, basta dizer que é bom.

Nota: esta conversa passou-se no programa Prova Oral, da Antena 3, esta tarde.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

... little bit less alone...

"We enter the world alone and we leave it alone and everything that happens in between we owe it to ourselves to find a little company. We need help, we need support, otherwise we are in it by ourselves. Strangers, cut off from each other, and we forget, just how connected we all are. So instead, we choose love, we choose life, and, for a moment, we feel just a little bit less alone."

Meredith Grey em Anatomia de Grey


Tradução livre:
"Entramos e saímos sozinhos do mundo e, em tudo o que acontece entretanto, devemos a nós próprios encontrar companhia. Precisamos de ajuda, precisamos de apoio, caso contrário estamos por nossa conta. Estranhos, separados dos outros, esquecemos o quão interligados estamos. Assim, escolhemos o amor, escolhemos a vida e, por um momento, sentimo-nos um pouco menos sozinhos."

Comentário: adoro o que a Meredith diz no fim de cada episódio. Por mais banal, lamechas ou idiota que possa parecer, é sempre tão profundo e revejo-me tanto...

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Leituras...

Banco de praia... casal sentado... ela lia o Público; ele, a Vip...

domingo, 15 de fevereiro de 2009

30 minutos...

RTP1, próxima terça-feira, às 21h.

Programa 30 Minutos.

Vejam.

Tem uma pequena contribuição minha.
Bem, servi, apenas, de intermediária para um casal de entrevistados, com a ajuda de um amigo meu. Mas, sempre é uma contribuição...

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Façamos de conta

Vamos todos fazer de conta como o Mário Crespo?

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Voluntários à força...

Saberá o Governo o significado da palavra voluntário?

Aqui, vai uma ajuda:
Voluntário é algo que deriva da própria vontade, espontâneo, instintivo, em que não há coacção.
Voluntário é alguém que se oferece para alguma coisa.

Será? Talvez não!


segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Onde será?

“Estamos sempre mais ou menos cegos… Como custa tanto arranjar dinheiro numa emergência e, agora, de repente, saltam milhões? Onde estavam? Apareceram para salvar vidas? Não. Apareceram para salvar bancos!”

José Saramago, in TV Guia

sábado, 17 de janeiro de 2009

Afonso Tiago - Jovem desaparecido


Desapareceu, no passado dia 10 de Janeiro, por volta das 4h da manhã, em Berlim, Afonso Tiago, de 27 anos.

Estou a ajudar no que posso: a divulgar.

Faz o mesmo!

Saiba mais em: http://findafonsotiago.blogspot.com/

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

domingo, 23 de novembro de 2008

Logo pela manhã...

Domingo, 23 de Novembro, 09h25

"Bom dia... Eu sei que ainda é cedo para um domingo, mas pronto, é dia de passeio e de compras, está um sol lindo que dá uma energia fantástica, há que aproveitar... Não sei se estava a sonhar contigo, mas hoje acordei a pensar em ti, por isso te envio mensagem tão cedo. Beijo grande e bom domingo ;) "

Digam lá se não vale a pena acordar assim, ao som de uma mensagem destas?


quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Ganhou... e agora?


Não vai salvar o mundo, mas será que vai ajudar a mudá-lo?

Todos juntos, conseguiremos!

YES, WE CAN!

Imagem: New York Times

Discurso de vitória (traduzido por Maria João Batalha Reis)

"Boa noite, Chicago. Se ainda houver alguém que duvida que a América é o lugar onde todas as coisas são possíveis, que questiona se o sonho dos nossos fundadores ainda está vivo, que ainda duvida do poder da nossa democracia, teve esta noite a sua resposta.

É a resposta dada pelas filas de voto que se estendiam em torno de escolas e igrejas em números que esta nação jamais vira, por pessoas que esperaram três e quatro horas, muitas pela primeira vez na sua vida, porque acreditavam que desta vez tinha de ser diferente, que as suas vozes poderiam fazer essa diferença.

É a resposta dada por jovens e velhos, ricos e pobres, democratas e republicanos, negros, brancos, hispânicos, asiáticos, nativos americanos, homossexuais, heterossexuais, pessoas com deficiências e pessoas saudáveis. Americanos que enviaram uma mensagem ao mundo, a de que nunca fomos apenas um conjunto de indivíduos ou um conjunto de Estados vermelhos e azuis.

Somos e sempre seremos os Estados Unidos da América.

É a resposta que levou aqueles, a quem foi dito durante tanto tempo e por tantos para serem cínicos, temerosos e hesitantes quanto àquilo que podemos alcançar, a porem as suas mãos no arco da História e a dobrá-lo uma vez mais em direcção à esperança num novo dia.

Há muito que isto se anunciava mas esta noite, devido àquilo que fizemos neste dia, nesta eleição, neste momento definidor, a mudança chegou à América.

Há pouco recebi um telefonema extraordinariamente amável do Senador McCain.

O Senador McCain lutou longa e arduamente nesta campanha. E lutou ainda mais longa e arduamente pelo país que ama. Fez sacrifícios pela América que muitos de nós não conseguimos sequer imaginar. Estamos hoje melhor devido aos serviços prestados por este líder corajoso e altruísta.

Felicito-o e felicito a governadora Palin por tudo aquilo que alcançaram. Espero vir a trabalhar com eles para renovar a promessa desta nação nos próximos meses.

Quero agradecer ao meu parceiro neste percurso, um homem que fez campanha com o seu coração e falou pelos homens e mulheres que cresceram com ele nas ruas de Scranton e viajaram com ele no comboio para Delaware, o vice-presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden.

E eu não estaria aqui hoje sem o inabalável apoio da minha melhor amiga dos últimos 16 anos, a pedra angular da nossa família, o amor da minha vida, a próxima Primeira Dama do país, Michelle Obama.

Sasha e Malia, amo-vos mais do que poderão imaginar. E merecem o novo cachorro que virá connosco para a nova Casa Branca.

E embora ela já não esteja entre nós, sei que a minha avó está a observar-me, juntamente com a família que fez de mim aquilo que sou. Tenho saudades deles esta noite. Reconheço que a minha dívida para com eles não tem limites.

Para a minha irmã Maya, a minha irmã Alma, todos os meus outros irmãos e irmãs, desejo agradecer-vos todo o apoio que me deram. Estou-vos muito grato.

E ao meu director de campanha, David Plouffe, o discreto herói desta campanha, que, na minha opinião, concebeu a melhor campanha política da história dos Estados Unidos da América.

E ao meu director de estratégia, David Axelrod, que me tem acompanhado em todas as fases do meu percurso.

Para a melhor equipa alguma vez reunida na história da política: tornaram isto possível e estou-vos eternamente gratos por aquilo que sacrificaram para o conseguir.

Mas acima de tudo nunca esquecerei a quem pertence verdadeiramente esta vitória. Ela pertence-vos a vós. Pertence-vos a vós.

Nunca fui o candidato mais provável para este cargo. Não começámos com muito dinheiro nem muitos apoios. A nossa campanha não foi delineada nos salões de Washington. Começou nos pátios de Des Moines, em salas de estar de Concord e nos alpendres de Charleston. Foi construída por homens e mulheres trabalhadores que, das suas magras economias, retiraram 5 e 10 e 20 dólares para a causa.

Foi sendo fortalecida pelos jovens que rejeitavam o mito da apatia da sua geração e deixaram as suas casas e famílias em troca de empregos que ofereciam pouco dinheiro e ainda menos sono.

Foi sendo fortalecida por pessoas menos jovens, que enfrentaram um frio terrível e um calor sufocante para irem bater às portas de perfeitos estranhos, e pelos milhões de americanos que se ofereceram como voluntários, se organizaram e provaram que mais de dois séculos depois, um governo do povo, pelo povo e para o povo não desaparecera da Terra.

Esta vitória é vossa.

E sei que não fizeram isto apenas para vencer uma eleição. E sei que não o fizeram por mim.

Fizeram-no porque compreendem a enormidade da tarefa que nos espera. Porque enquanto estamos aqui a comemorar, sabemos que os desafios que o amanhã trará são os maiores da nossa vida – duas guerras, uma planeta ameaçado, a pior crise financeira desde há um século.

Enquanto estamos aqui esta noite, sabemos que há americanos corajosos a acordarem nos desertos do Iraque e nas montanhas do Afeganistão para arriscarem as suas vidas por nós.

Há mães e pais que se mantêm acordados depois de os seus filhos adormecerem a interrogarem-se sobre como irão amortizar a hipoteca, pagar as contas do médico ou poupar o suficiente para pagar os estudos universitários dos filhos.

Há novas energias para aproveitar, novos empregos para serem criados, novas escolas para construir, ameaças para enfrentar e alianças para reparar.

O caminho à nossa frente vai ser longo. A subida vai ser íngreme. Podemos não chegar lá num ano ou mesmo numa legislatura. Mas América, nunca estive tão esperançoso como nesta noite em como chegaremos lá.

Prometo-vos. Nós, enquanto povo, chegaremos lá.

Haverá reveses e falsas partidas. Há muitos que não concordarão com todas as decisões ou políticas que eu tomar como presidente. E sabemos que o governo não consegue solucionar todos os problemas.

Mas serei sempre honesto para convosco sobre os desafios que enfrentarmos. Ouvir-vos-ei, especialmente quando discordarmos. E, acima de tudo, pedir-vos-ei que adiram à tarefa de refazer esta nação da única forma como tem sido feita na América desde há 221 anos – pedaço a pedaço, tijolo a tijolo, e com mãos calejadas.

Aquilo que começou há 21 meses no rigor do Inverno não pode acabar nesta noite de Outono.

Somente a vitória não constitui a mudança que pretendemos. É apenas a nossa oportunidade de efectuar essa mudança. E isso não poderá acontecer se voltarmos à forma como as coisas estavam.

Não poderá acontecer sem vós, sem um novo espírito de empenho, um novo espírito de sacrifício.

Convoquemos então um novo espírito de patriotismo, de responsabilidade, em que cada um de nós resolve deitar as mãos à obra e trabalhar mais esforçadamente, cuidando não só de nós mas de todos.

Recordemos que, se esta crise financeira nos ensinou alguma coisa, é que não podemos ter uma Wall Street florescente quando as Main Street sofrem.

Neste país, erguemo-nos ou caímos como uma nação, como um povo. Resistamos à tentação de retomar o partidarismo, a mesquinhez e a imaturidade que há tanto tempo envenenam a nossa política.

Recordemos que foi um homem deste Estado que, pela primeira vez, transportou o estandarte do Partido Republicano até à Casa Branca, um partido fundado em valores de independência, liberdade individual e unidade nacional.

São valores que todos nós partilhamos. E embora o Partido Democrata tenha alcançado uma grande vitória esta noite, fazemo-lo com humildade e determinação para sarar as divergências que têm atrasado o nosso progresso.

Como Lincoln disse a uma nação muito mais dividida do que a nossa, nós não somos inimigos mas amigos. Embora as relações possam estar tensas, não devem quebrar os nossos laços afectivos.

E àqueles americanos cujo apoio ainda terei de merecer, posso não ter conquistado o vosso voto esta noite, mas ouço as vossas vozes. Preciso da vossa ajuda. E serei igualmente o vosso Presidente.

E a todos os que nos observam esta noite para lá das nossas costas, em parlamentos e palácios, àqueles que estão reunidos em torno de rádios em cantos esquecidos do mundo, as nossas histórias são únicas mas o nosso destino é comum, e uma nova era de liderança americana está prestes a começar.

Aos que querem destruir o mundo: derrotar-vos-emos. Aos que procuram a paz e a segurança: apoiar-vos-emos. E a todos aqueles que se interrogavam sobre se o farol da América ainda brilha com a mesma intensidade: esta noite provámos novamente que a verdadeira força da nossa nação não provém do poder das nossas armas ou da escala da nossa riqueza, mas da força duradoura dos nossos ideais: democracia, liberdade, oportunidade e uma esperança inabalável.

É este o verdadeiro génio da América: que a América pode mudar. A nossa união pode ser aperfeiçoada. O que já alcançámos dá-nos esperança para aquilo que podemos e devemos alcançar amanhã.

Esta eleição contou com muitas estreias e histórias de que se irá falar durante várias gerações. Mas aquela em que estou a pensar esta noite é sobre uma mulher que depositou o seu voto em Atlanta. Ela é muito parecida com os milhões de pessoas que aguardaram a sua vez para fazer ouvir a sua voz nestas eleições à excepção de uma coisa: Ann Nixon Cooper tem 106 anos.

Ela nasceu apenas uma geração depois da escravatura, numa época em que não havia automóveis nas estradas nem aviões no céu; em que uma pessoa como ela não podia votar por duas razões – porque era mulher e por causa da cor da sua pele.

E esta noite penso em tudo o que ela viu ao longo do seu século de vida na América – a angústia e a esperança; a luta e o progresso; as alturas em que nos foi dito que não podíamos e as pessoas que não desistiram do credo americano: Sim, podemos.

Numa época em que as vozes das mulheres eram silenciadas e as suas esperanças destruídas, ela viveu o suficiente para se erguer, falar e votar. Sim, podemos.

Quando havia desespero e depressão em todo o país, ela viu uma nação vencer o seu próprio medo com um New Deal, novos empregos, e um novo sentimento de um objectivo em comum. Sim, podemos.

Quando as bombas caíam no nosso porto e a tirania ameaçava o mundo, ela esteve ali para testemunhar uma geração que alcançou a grandeza e salvou uma democracia. Sim, podemos.

Ela viu os autocarros em Montgomery, as mangueiras em Birmingham, uma ponte em Selma, e um pregador de Atlanta que dizia às pessoas que elas conseguiriam triunfar. Sim, podemos.

Um homem pisou a Lua, um muro caiu em Berlim, um mundo ficou ligado pela nossa ciência e imaginação.

E este ano, nestas eleições, ela tocou com o seu dedo num ecrã e votou, porque ao fim de 106 anos na América, tendo atravessado as horas mais felizes e as horas mais sombrias, ela sabe como a América pode mudar.

Sim, podemos.

América, percorremos um longo caminho. Vimos tanto. Mas ainda há muito mais para fazer. Por isso, esta noite, perguntemos a nós próprios – se os nossos filhos viverem até ao próximo século, se as minhas filhas tiverem a sorte de viver tantos anos como Ann Nixon Cooper, que mudança é que verão? Que progressos teremos nós feito?

Esta é a nossa oportunidade de responder a essa chamada. Este é o nosso momento.

Este é o nosso tempo para pôr o nosso povo de novo a trabalhar e abrir portas de oportunidade para as nossas crianças; para restaurar a prosperidade e promover a causa da paz; para recuperar o sonho americano e reafirmar aquela verdade fundamental de que somos um só feito de muitos e que, enquanto respirarmos, temos esperança. E quando nos confrontarmos com cinismo e dúvidas e com aqueles que nos dizem que não podemos, responderemos com o credo intemporal que condensa o espírito de um povo: Sim, podemos.

Muito obrigado. Deus vos abençoe. E Deus abençoe os Estados Unidos da América."