terça-feira, 3 de janeiro de 2006

Receita de Ano Novo

“Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)

Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de Janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.”

Carlos Drummond de Andrade

sexta-feira, 30 de dezembro de 2005

Ir e voltar...

And I see all that happy people. I wanna be that happy... not shy, not beautiful, not interesting or smart... HAPPY!!


What I really need/want is... I don´t know what I need/want... I just know I need/want something... anything!

Tenho estado ausente... a pensar... a pensar muito.
Uma vez, disseram-me que pode parecer mal, mas sabe bem. Infelizmente, às vezes, parece mal, não sabe assim tão bem e faz muito mal. Os actos que cometemos, inconsequentemente, como se ainda tivéssemos 18 anos, mesmo sabendo que já não os temos, mesmo sabendo que deveríamos saber mais e melhor.
Vou continuar a pensar...

É tão bom sentir, de novo, o sorriso nos meus lábios. E ver o sorriso... e sentir... e ver... É mesmo muito bom. Bem-vindo de volta!

Pois é, fui mas já voltei!

terça-feira, 13 de dezembro de 2005

Put on my eyes

Encontrei, por acaso, a tradução em português do poema abaixo. Como a encontrei, também a perdi, infelizmente. Depois de muito procurar lá encontrei uma tradução em inglês. Não é a mesma coisa: a nossa é muito melhor, mas enfim.

Não sei porquê, mas este bateu lá no fundo. Também quero!

Put out my eyes, and I can see you still,
Slam my ears to, and I can hear you yet;
And without any feet can go to you;
And tongueless, I can conjure you at will.
Break off my arms, I shall take hold of you
And grasp you with my heart as with a hand;
Arrest my heart, my brain will beat as true;
And if you set this brain of mine afire,
Then on my blood-stream I yet will carry you.

Rainer Maria Rilke

domingo, 13 de novembro de 2005

Fotografando... Mina IV


Branco imponente...

Seguem-se fotos de boa memória...
Vamos voltar para mais fotos, boa comida e boa companhia?

Fotografando... Mina III


... espreitando sobre o abismo

Fotografando... Mina II


Quando nos tocamos ao de leve...

Fotografando... Mina I


Entrelaçado

Fotografando... Sintra


Castelo nas nuvens...

Mentiras...

- “Eu, saudades tuas, ainda não sinto!”, disse eu, e tu riste-te.
- “Não sinto, nem vou sentir”, repeti mais alto e um pouco ofendida com o teu riso. Mas, o teu riso não foi para me ofender, foi sim para me dizeres que tu também não querias ter saudades minhas, que se as tivesses seria contra a tua vontade.
Mas, tiveste, tiveste saudades minhas e eu tive saudades tuas, pois foste embora como disseste, foste embora como avisaste, foste embora como eu previ.

Foste embora e ainda não voltaste, e eu ainda tenho saudades tuas e espero que ainda tenhas saudades minhas.
Tu ainda tens saudades minhas, não tens? Diz que sim. Diz que tens saudades minhas e que, um dia, em breve, vais voltar. Diz apenas que sim.

Momentos...

Um dia parei, pensei e perguntei-me se já alguém tinha sido realmente feliz.
Na sua vida, talvez essa felicidade tenha atingido o seu auge só por um dia, por uma hora ou por um só minuto. Mas, não são isso só momentos?
Afinal, não é a vida feita de momentos ?

segunda-feira, 3 de outubro de 2005

Amo-te

Amo-te.
Mas não te posso dizer
não te quero dizer
não te consigo dizer
não tenho coragem para te dizer.

Amo-te.
Mas não consigo olhar para ti
não consigo tocar-te
não consigo falar contigo.

Amo-te.
Mas não te consigo alcançar.
Estás tão longe, estando tão perto
És tão dela, sendo tão meu.

Amo-te
Amo-te
Amo-te

Tenho que te dizer
senão morro
asfixiada
com as palavras na garganta.
E não quero morrer
sem te olhar
sem te tocar
sem te falar.
Não quero morrer sem te amar
Não quero morrer sem te possuir
Não quero morrer
simplesmente
sem nunca te ter tido.
Quero-te
Amo-te
Desejo-te
Mas não consigo...
Tem de ser...
Tenho que te dizer!!!

quinta-feira, 15 de setembro de 2005

...

A pouco e pouco vai perdendo o medo e ganhando coragem...
Ontem, abriu a janela. Hoje, espreitou. Amanhã, abrirá a porta.
E, depois, quem sabe, sairá e partirá à descoberta. À sua espera está todo um mundo de possibilidades. É só lá ir, apanhá-las, uma a uma, e saboreá-las com prazer...

sábado, 10 de setembro de 2005

Assim tão simples...

Despediste-te
Abriste a porta
Desceste as escadas
sem olhar para trás
sem uma palavra
sem um sorriso
sem uma promessa

Quando voltarás a despedir-te
a abrir a porta
e
a descer as escadas?

Pergunto quando e fico sem resposta
porque a pergunta não a faço a ti
faço-a cá para dentro
para ninguém ouvir...
Porquê? Porque não te pergunto?
Porque não te quero assustar!
Para esta pergunta tenho a resposta
Se todas as respostas fossem assim tão simples...

quinta-feira, 8 de setembro de 2005

Segredo...

"(...)
It's not having what you want
It's wanting what you've got
(...)"

- Sheryl Crow, "Soak up the Sun"

sexta-feira, 2 de setembro de 2005

Slogan

Correndo o risco de fazer publicidade ao utilizar o slogan, tenho a dizer: Impossible is nothing!