sábado, 4 de fevereiro de 2006

Unwritten




I am unwritten, can't read my mind, i'm undefined

I'm just beginning, the pen's in my hand, ending unplanned

Staring at the blank page before you, open up the dirty window
Let the sun illuminate the words that you could not find
Reaching for something in the distance
So close you can almost taste it
Release your innervisions

Feel the rain on your skin
No one else can feel it for you
Only you can let it in
No one else, no one else
Can speak the words on your lips
Drench yourself in words unspoken
Live your life with arms wide open
Today is where your book begins
The rest is still unwritten

Oh, oh, oh

I break tradition, sometimes my tries, are outside the lines (yeh yeh)
We've been conditioned to not make mistakes, but i can't live that way

Staring at the blank page before you, open up the dirty window
Let the sun illuminate the words that you could not find
Reaching for something in the distance
So close you can almost taste it
Release your innervisions

Feel the rain on your skin
No one else can feel it for you
Only you can let it in
No one else, no one else
Can speak the words on your lips
Drench yourself in words unspoken
Live your life with arms wide open
Today is where your book begins

Feel the rain on your skin
No one else can feel it for you
Only you can let it in
No one else, no one else
Can speak the words on your lips
Drench yourself in words unspoken
Live your life with arms wide open
Today is where your book begins
The rest is still unwritten

Staring at the blank page before you, open up the dirty window
Let the sun illuminate the words that you could not find
Reaching for something in the distance
So close you can almost taste it
Release your innervisions

Feel the rain on your skin
No one else can feel it for you
Only you can let it in
No one else, no one else
Can speak the words on your lips
Drench yourself in words unspoken
Live your life with arms wide open
Today is where your book begins

Feel the rain on your skin
No one else can feel it for you
Only you can let it in
No one else, no one else
Can speak the words on your lips
Drench yourself in words unspoken
Live your life with arms wide open
Today is where your book begins
The rest is still unwritten
The rest is still unwritten
The rest is still unwritten

Oh, yeah, yeah

"Unwritten", Natasha Bedingfield



segunda-feira, 30 de janeiro de 2006

Quero é viver...

Vou viver
até quando eu não sei
que me importa o que serei
quero é viver

Amanhã, espero sempre um amanhã
e acredito que será
mais um prazer

e a vida é sempre uma curiosidade
que me desperta com a idade
interessa-me o que está para vir
a vida em mim é sempre uma certeza
que nasce da minha riqueza
do meu prazer em descobrir

encontrar, renovar, vou fugir ou repetir

vou viver,
até quando, eu não sei
que me importa o que serei
quero é viver
amanhã, espero sempre um amanhã
eacredito que será mais um prazer

a vida é sempre uma curiosidade
que me desperta com idade
interessa-me o que está para vir
a vida, em mim é sempre uma certeza
que nasce da minha riqueza
do meu prazer em descobrir

encontrar, renovar vou fugir ou repetir

vou viver
até quando eu não sei
que me importa o que serei
quero é viver,
amanhã, espero sempre um amanhã
e acredito que será mais um prazer

- Humanos

quinta-feira, 26 de janeiro de 2006

Ouriço...


Marginal - Sines

Memória...

Olho para as paredes, para as casas, para as ruas. Não as reconheço, não reconheço nada nelas. Não tenho memória deste lugar, de um lugar assim. Ali, naquela casa, o que foi que aconteceu? E, nesta rua? Não pertenço aqui. Estou a ocupar um espaço que não é meu. Porquê? E a quem tirei eu o lugar? Quem deveria estar aqui? Será que pertenceria a estas paredes, a estas casas, a estas ruas? Talvez, esse alguém seja eu. Esta parede, a rua, aquela casa além... são-me familiares...

sábado, 14 de janeiro de 2006

Estou a ganhar tempo...

Dizem-me que pensar em ti é uma perda de tempo. Mas, porquê? Porque é que dizem isso? Não percebo. Não consigo entender. Não concordo.

Eu, quando penso em ti, não perco tempo. Pelo contrário, estou a ganhar tempo. Não percebes? Não consegues entender? Quando penso em ti, imagino como seria se estivéssemos juntos.

Estás a ver? Quando penso em ti estou a ganhar tempo. Quando penso em ti não perco tempo, estou é a ganhar tempo (e coragem), para te dizer que te quero, só para mim, todo o dia, para sempre.

Estou a ganhar tempo, e não a perder!

terça-feira, 3 de janeiro de 2006

Receita de Ano Novo

“Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)

Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de Janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.”

Carlos Drummond de Andrade

sexta-feira, 30 de dezembro de 2005

Ir e voltar...

And I see all that happy people. I wanna be that happy... not shy, not beautiful, not interesting or smart... HAPPY!!


What I really need/want is... I don´t know what I need/want... I just know I need/want something... anything!

Tenho estado ausente... a pensar... a pensar muito.
Uma vez, disseram-me que pode parecer mal, mas sabe bem. Infelizmente, às vezes, parece mal, não sabe assim tão bem e faz muito mal. Os actos que cometemos, inconsequentemente, como se ainda tivéssemos 18 anos, mesmo sabendo que já não os temos, mesmo sabendo que deveríamos saber mais e melhor.
Vou continuar a pensar...

É tão bom sentir, de novo, o sorriso nos meus lábios. E ver o sorriso... e sentir... e ver... É mesmo muito bom. Bem-vindo de volta!

Pois é, fui mas já voltei!

terça-feira, 13 de dezembro de 2005

Put on my eyes

Encontrei, por acaso, a tradução em português do poema abaixo. Como a encontrei, também a perdi, infelizmente. Depois de muito procurar lá encontrei uma tradução em inglês. Não é a mesma coisa: a nossa é muito melhor, mas enfim.

Não sei porquê, mas este bateu lá no fundo. Também quero!

Put out my eyes, and I can see you still,
Slam my ears to, and I can hear you yet;
And without any feet can go to you;
And tongueless, I can conjure you at will.
Break off my arms, I shall take hold of you
And grasp you with my heart as with a hand;
Arrest my heart, my brain will beat as true;
And if you set this brain of mine afire,
Then on my blood-stream I yet will carry you.

Rainer Maria Rilke

domingo, 13 de novembro de 2005

Fotografando... Mina IV


Branco imponente...

Seguem-se fotos de boa memória...
Vamos voltar para mais fotos, boa comida e boa companhia?

Fotografando... Mina III


... espreitando sobre o abismo

Fotografando... Mina II


Quando nos tocamos ao de leve...

Fotografando... Mina I


Entrelaçado

Fotografando... Sintra


Castelo nas nuvens...

Mentiras...

- “Eu, saudades tuas, ainda não sinto!”, disse eu, e tu riste-te.
- “Não sinto, nem vou sentir”, repeti mais alto e um pouco ofendida com o teu riso. Mas, o teu riso não foi para me ofender, foi sim para me dizeres que tu também não querias ter saudades minhas, que se as tivesses seria contra a tua vontade.
Mas, tiveste, tiveste saudades minhas e eu tive saudades tuas, pois foste embora como disseste, foste embora como avisaste, foste embora como eu previ.

Foste embora e ainda não voltaste, e eu ainda tenho saudades tuas e espero que ainda tenhas saudades minhas.
Tu ainda tens saudades minhas, não tens? Diz que sim. Diz que tens saudades minhas e que, um dia, em breve, vais voltar. Diz apenas que sim.

Momentos...

Um dia parei, pensei e perguntei-me se já alguém tinha sido realmente feliz.
Na sua vida, talvez essa felicidade tenha atingido o seu auge só por um dia, por uma hora ou por um só minuto. Mas, não são isso só momentos?
Afinal, não é a vida feita de momentos ?