segunda-feira, 10 de julho de 2006

Cenas (que deviam ser) quotidianas da vida...

Na praia, a saltitar, água dentro, água fora.
A outra, constrói castelos na areia molhada.
Sorrisos, gargalhadas.
De dentro de água, o pai observa, com ar de satisfação.


"Ai...!", grita a mãe, ao mesmo tempo, que corre e solta pequenas gargalhadas.
"Podes vir. Eu não faço mais", promete a filha adolescente. Por dentro, deve estar a rir, pois, assim que a apanha desprevenida, torna a repetir o feito.
Desta vez, a mãe grita: "Tonta! Estou toda molhada!"
Tudo isto no meio de sorrisos e gargalhadas.
A filha começa a desenhar algo, com os pés, na areia molhada, enquanto a mãe dança ao som da música que vem do bar da praia. No meio da brincadeira, a mãe destrói, propositadamente, os rabiscos da filha.
"Ó mãe, é mesmo lixada!".
Repetição de risos e gargalhadas.


Dentro de água, dois amigos correm atrás um do outro e molham-se, simultanemente. Correm, depois, para a areia. Voltam para a água. Não param de correr. Não param de rir.


"Olhe, tem de inclinar-se para trás, para manter o equilíbrio. Olhe como o pai está a fazer."
Passam três bicicletas: à frente, o pai, seguido do filho mais pequeno e, logo, depois, o mais velho. Este tenta imitar o pai: larga as mãos da bicicleta e abre os braços. "Incline-se para trás, para se equilibrar", repete o pai, enquanto faz o mesmo. Aos poucos, o miúdo lá vai conseguindo efectuar a proeza.
Mais à frente, bicicletas no chão e sorrisos para a foto. Os miúdos inclinam-se para ver como ficaram no retrato tirado pelo pai.
"Este é o video. Quando chegarmos a casa, o pai mostra". Pegam nas bicicletas e rumam a casa, ao fim de uma tarde que pareceu preenchida de movimento, risos, divertimento.



1 comentário:

Cara D'Anjo Mau disse...

Eu quando vou à praia depois só me lembro é dos bikinis às bolinhas amarelas.
Tenho q começar a prestar mais atenção a tudo o resto q mexe sem "rebolado" tipo a família Tuga.
Se bem q desde que a geleira, frango assado e jolas frescas passaram a ser Tabu nos areais que esta instituição portuguesa se desvirtuou.
Belo retrato. Gostei do estilo.
Seria giro tb fazê-lo só em imagens, sem legendas para se perceber se o efeito seria o mesmo.