quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Porque sou Mulher...


Num Dia da Mulher (julgo que no ano passado), um senhor perguntou-me se já me tinham desejado um Feliz Dia da Mulher. Respondi que nunca mo tinham desejado, nem naquele ano nem em outros anteriores. Fui logo acusada de me estar a fazer de vítima. Mas, não estava: apenas, disse a verdade.

E, pensei cá para comigo: não preciso que me desejem um Feliz Dia da Mulher uma vez por ano (apesar de perceber e apoiar a sua existência, como vou explicar adiante)... o que preciso, quero e exijo é que eu e todas as outras mulheres sejamos respeitadas todos os dias do ano, da nossa vida.
E o trabalho começa em nós, Mulheres: temos que tratar-nos melhor umas às outras e respeitarmo-nos mais... temos que nos tratar como queremos que os outros nos tratem a nós... temos de dar um exemplo positivo (e não negativo, como vejo por aí aos pontapés).

Se as mulheres dizem o que dizem umas das outras, se fazem o que fazem umas às outras, os homens vão fazer o mesmo e vamos continuar a precisar e a comemorar o Dia da Mulher.

Nos dias que correm, ainda oiço, de novos e velhos, homens e mulheres: "Ela não faz nada, não trabalha... está o dia todo em casa.", como se tratar da casa, dos filhos, do marido não fosse nada, como se gerir vidas, sem direito a folgas, férias ou faltas não fosse nada... é estar ali, sempre!
Também oiço: "Está em casa todo o dia só a cuidar do bebé recém-nascido e não faz mais nada lá em casa", como se estar grávida 9 meses, dar à luz, amamentar de 2 em 2 horas, tratar de uma criança todo o dia, muitas vezes, sozina, desse uma energia desmesurada para cozinhar, varrer, limpar, lavar, organizar...
E os "é inteligente, mas não deve muito à beleza" ou o inverso. "E porque tem celulite, ou o cabelo estragado, ou porque não se arranja ou porque se arranja demais, ou porque tem a mania que sabe tudo ou porque se dedica à carreira colocando a família em segundo lugar ou porque escolheu a família em detrimento da carreira ... and so on... and so on...

Que tal respeitarmos as nossas diferenças e aceitarmos cada uma tal qual ela é?
A cada uma, cabe mudar o que quiser e se quiser e não o que e quando os outros acham.

Nota: estou a generalizar comportamentos de mulheres e homens, para provar um argumento. Eu ainda sou das poucas que acredita que não são todos iguais :-)

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